domingo, 20 de novembro de 2011

Human Impact Report: The anatomy of a silent crisis

"Nos nossos dia, milhões de pessoas sofrem devido às alterações climáticas.
O silêncio mortal desta crise é um sério entrave à ação internacional que visa terminá-la.
Este relatório procura documentar o impacto das alterações climáticas na vida humana à escala global. A ciência só agora começa a procurar compreender o impacte humano das alterações climáticas. Contudo, dúzias de organizações e peritos de investigação que contribuíram para este relatório, concordam no dano alargado que estas podem vir a causar. 
Parece-nos que este relatório traduz a posição mais plausível sobre o impacte que alterações climáticas têm nos nossos dias."

Estas são as primeiras palavras que Kofi Annan escreveu no prefácio deste relatório publicado recentemente pelo Global Humanitarian Forum.


Human Impact Report: The anatomy of a silent crisis

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Síntese de propostas do PNUMA — Rumo a uma Economia Verde

Uma síntese de propostas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
Aconselho vivamente a leitura.

PNUMA_Rumo À Economia Verde_Síntese_PT

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O que está errado no nosso sistema alimentar

Com apenas 11 anos, Birke Baehr apresenta o seu ponto de vista sobre uma fonte principal de comida - as quintas industriais, distantes e pouco pitorescas.Ele argumenta que manter as quintas longe da vista promove uma visão cor-de-rosa e irreal de agricultura em larga escala, enquanto que dá directivas para localizar e tornar mais verde a produção de alimentos.


domingo, 6 de novembro de 2011

Eric Berlow: Como a complexidade leva à simplicidade

O ecologista Eric Berlow não se sente confuso quando se confronta com sistemas complexos. Ele sabe que mais informação pode levar a uma solução melhor, mais simples. Utilizando algumas dicas e truques para decompor os grandes problemas, ele resume um enorme infográfico sobre a estratégia dos EUA no Afeganistão a alguns pontos essenciais.

sábado, 22 de outubro de 2011

Mudanças climáticas: novos dados novas evidências

Um estudo independente realizado na Califórnia refuta muitos dos argumentos dos céticos das mudanças climáticas. A grande questão que, aparentemente se mantém por desvendar, é o peso da ação humana nessas mudanças. Leia a notícia completa no Público Ecoesfera: http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1517645.

sábado, 13 de agosto de 2011

Desenvolvimento e colonialismo

Desenvolvimento é uma nova forma de colonialismo. Aceitamos palavras como subdesenvolvido, em desenvolvimento e desenvolvido sem nos apercebermos que são impostas pelos antigos colonizadores. O termo mais recente globalização, é ainda pior. A divisão já não se centra na Europa versus Ásia, mas ricos versus pobres e Norte versus Sul. O Norte tem impacto no Sul através do investimento para o lucro - vendendo bens manufaturados e equipamento e treino militar. O Sul paga com os seus recursos naturais e mão de obra barata, produzindo produtor agrícolas a preços pouco vantajosos para os pequenos agricultores locais, que pagam taxas de juro alarmantemente elevadas para créditos essenciais. Os países do Sul perdem as suas culturas indígenas e a soberania dos seus Estados, e sofrem devido à degradação ambiental, à pobreza, à fome, à deslocação e ao desenvolvimento de subúrbios urbanos degradados (slums). Entretanto o fosso entre ricos e pobres acentua-se.
O Norte também não está assim tão bem. As pessoas são adictas do consumo, da cultura de massas e das drogas. Sofrem os efeitos da poluição, da degradação ambiental, e da perda de valores fundamentais. As populações urbanas enfrentam o aumento da criminalidade, pobreza e do número de sem-abrigo. Os que estão empregados sofrem de excesso de trabalho à medida que o poder das corporações aumenta. Os indivíduos perdem o sentido do que faz sentido e da paz.

Sulak Sivaraksa (2009)
The Wisdom of Sustainability: Buddhist Economics for the 21st Century
Kihei, Koabooks


Saber mais:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bactérias, consumo de carne e higiene alimentar: uma trilogia mortífera

As recentes notícias sobre o surto de Escherichia coli que, até à data, contaminou mais de 3 200 pessoas na Alemanha, das quais 36 morreram, trouxeram para a ordem do dia as questões sobre segurança alimentar. 
A E. coli é uma bactéria cujo ecossistema favorito é o tubo digestivo de aves e mamíferos. Esta é uma das espécies mais comuns no tubo digestivo dos humanos e, de um modo geral, não só é inofensiva, mas também um elemento fundamental na digestão dos alimentos. Porém, as bactérias tem a capacidade extraordinária de trocarem ADN e sofrerem mutações rápidas. É devido a esta circunstância que surgem doenças provocadas pela E. coli. Num contacto com outras bactérias, a E.coli adquire um novo gene e forma-se uma nova estirpe. Nalgumas situações, essa nova estirpe pode ser patogénica e resistente aos antibióticos.
A primeira identificação de uma estirpe patogénica de E. coli remonta à década de oitenta do século XX — a O157:H7 é responsável pelo Síndrome Hemolético-urémico que, além de hemorragias, pode causar danos irreversíveis nos rins e conduzir à morte do hospedeiro. A estirpe que provocou o surto na Europa — a O104:H4 — é muito idêntica à bactéria identificada nos anos oitenta e com as mesmas consequências.
A origem destas novas estirpes resulta da combinação do ADN da bactéria inofensiva com outras bactérias patogénicas, nomeadamente, do género Shigella. As Shigella são bactérias causadoras de doenças em primatas (humanos e não-humanos), mas não noutros mamíferos.
A criação intensiva de animais bovinos para consumo humano obriga a que os hábitos alimentares destes sejam alterados e que as rações que lhes servem de alimento tenham componentes de origem animal. Pensa-se que este tipo de atividade poderá estar na génese das estirpes patogénicas de E. coli dado que as rações que servem de alimento aos animais poderão estar contaminadas com bactérias do género Shigella. O tubo digestivo destes animais transforma-se num ecossistema perfeito onde as duas bactéria podem proliferar e gerar novas estirpes mutantes e patogénicas que contaminam as suas fezes, que podem contaminar, terrenos e cursos de água; daqui à contaminação dos humanos é somente um pequeno salto.
O tratamento deste tipo de doenças torna-se particularmente difícil porque os antibióticos administrados aos animais levam a que a população de bactérias que reside no seu tubo digestivo seja resistente à ação desses fármacos. Quando estas contaminam um humano, o uso de antibióticos é desaconselhado não só porque são ineficazes na luta contra a estirpe patogénica, mas também porque podem matar as bactérias da flora intestinal criando um nicho para um maior desenvolvimento da estirpe patogénica. A medicina fica reduzida a um tratamento sintomático que alivia o mal-estar do paciente, mas não é capaz de exercer uma ação que elimine a causa imediata da doença.
As estirpes patogénicas de E. coli não são o único caso de doenças devidas a alterações da cadeia alimentar associada à produção intensiva de animais para consumo humano. Na década de noventa do século passado, inicialmente a Grã-Bretanha e depois o resto da Europa, foi confrontada com casos de Encefalopatia Espongiforme em humanos. A doença foi transmitida aos humanos devido ao consumo de carne proveniente de bovinos contaminados. Esta enfermidade é conhecida há mais de duzentos anos nas ovelhas inglesas e o uso de carne contaminada destes animais na produção de rações para alimentar o gado bovino esteve na origem desta contaminação que acabou por atingir humanos.
A produção intensiva de carne, além de todas as questões éticas e ecológicas que levanta, é, também, insegura. Esta é apenas mais uma razão a somar à extensa lista de razões, que levam o PAN a afirmar que o consumo excessivo de carne é um problema de saúde pública e que devem ser endividados todos os esforços para o reduzir e para terminar com a exploração intensiva de animais para consumo humano.