quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de Abril

Num Partido que defende os Direitos de Animais e Natureza não me ocorre melhor metáfora para a Liberdade que hoje, mais do que alguma vez nos últimos 38 anos, urge preservar do que o voo de uma Gaivota.

PAN — Liberdade para Todos! Pessoas, Animais e Natureza.



domingo, 15 de abril de 2012

O clima de Portugal nos séculos XX e XXI



Um estudo do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade da Beira Interior prevê que o clima de Portugal (continental e insular) irá sofrer algumas alterações no futuro próximo.


Segundo os investigadores prevêm-se "aumentos sistemáticos da temperatura, que podem atingir 3 a 7 ºC no Verão, com aquecimento mais forte do interior Norte e Centro e um forte incremento da frequência e intensidade das ondas de calor. Nas ilhas, o aquecimento estimado é mais moderado, da ordem dos 1 a 2 ºC nos Açores e de 2 a 3 ºC na Madeira. No que se refere à precipitação, os diferentes cenários sugerem uma redução da precipitação anual no continente que pode atingir os 20 e 40% da precipitação actual, devida a uma redução da duração da estação chuvosa. Na Madeira, estima-se igualmente uma importante redução da precipitação anual, até cerca de 30%. Nos Açores prevêem-se alterações do ciclo anual da precipitação sem grande impacto nos valores totais".


Pode descarregar documento completo aqui.


Créditos:
2006 - O Clima de Portugal nos séculos XX e XXI”, in F.D Santos e P. Miranda (eds) Alterações climáticas em Portugal. Cenários Impactos e Medidas de Adaptação. Projecto SIAM II”, 47-113 pp. Gradiva.


Foto: IC592, Viana do Alentejo, por nmorao.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Resurgence (271)

A Resurgence, revista ecológica britânica, lançou um número intitulado Animals: a new ethics e é inteiramente dedicado à associação dos movimentos ambientalista e de defesa dos direitos dos animais.
No editorial, assinadao por Satish Kumar, está bem patente que "Chegou a hora de o movimento ambientalista abraçar a causa animalista". Kumar prossegue
dizendo que "O movimento ambientalista está preocupado, e com razão, com as questões do aquecimento global, a diminuição das populções selvagens, a perda de biodiversidade, a desflorestação, a poluição de rios e oceanos e a explosão da população humana. Mas um dimensão importante está em falta na nossa agenda e trata-se da Condição de vacas, porcos, gatos, cães, cavalos, macacos e outros animais que os humanos usam para a alimentação, medicina e entretenimento".
O número conta com os contributos de nomes conhecidos no contexto da defesa dos direitos dos animais como Tom Regan, Marc Bekoff e Mark Gold. A Resurgence disponibiliza gratuitamente, no seu website, alguns dos artigos publicados em cada um dos números e os deste número podem ser consultados na página de boas-vindas da revista www.resurgence.org.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Green

Green é um filme, com a duração de 48 minutos, sobre a desflorestação da Indonésia. A narração é feita através da história de vida (e morte) de uma orangotango que se encontra só num mundo que não é o seu. Green é só uma das muitas vítimas, humanas e não humanas da desflorestação, da exploração desenfreada dos recursos e, em última análise, da ganância humana.
Green é um filme pouco comum. Mediante o cenário de destruição que testemunha, Green deixa transparecer, de forma quase mágica, a paz e a tranquilidade da floresta. Não contém narrativas nem diálogos e foi feito com uma pequena câmara de filmar, por, somente, uma pessoa que entrou na Indonésia com um visto de turista.
Green é totalmente gratuito e pode ser visto online ou pode ser descarregado o ficheiro a partir do website do filme.
O filme já recebeu 36 prémios em diversos festivais de cinema um pouco por todo o mundo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mondego

Mondego é o nome do documentário de Daniel Pinheiro que ganhou o prémio Seed of Science 2011. O filme foi concebido no âmbito de um Mestrado em 
Wildlife Documentary Production, da Universidade de Salford (Inglaterra) e mostra-nos o Mondego desde a nascente até à foz.

Durante os 15 minutos de documentário, Daniel apresenta-nos o Rio e a sua envolvente ecológica com excelente qualidade fotográfica e narrativa. 



Para ficar a saber um pouco mais o o autor do filme clique aqui.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um ambientalista que come carne tem um ponto cego.

O título desta notícia é da autoria de Jonhathan Safran Foer, autor do famoso livro Comer Animais.  Numa entrevista conduzida por Tom Levitt, ao The Ecologist Foer afirma que a produção industrial de carne alimenta-se da nossa ignorância e que o mundo se precisa de afastar do consumo de carne.

O escritor questionando por que, se temos etiquetas nos pacotes de cigarros a dizer que o tabaco mata, não podemos ter etiquetas nos pacotes de carne a dizer que "60 000 animais como estes foram criados em barracões sem luz e alimentados com antibióticos desde o nascimento até à morte".

As tentativas do lobby da indústria de produção de carne de desacreditar o  vegetarianismo são também abordados na entrevista.

Leia aqui o artigo completo (em inglês).


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Comunicado do PAN sobre a Cimeira do Clima de Durban

Nos últimos dias decorreu em Durban — África do Sul — a Cimeira do Clima. Marcada por impasses sucessivos, a cimeira culminou num acordo que entusiasma mais pelo receio da sua ausência do que pela sua ambição e eficácia em travar as mudanças climáticas que advêm da elevação da temperatura média do planeta.

O objetivo é que a elevação da temperatura média em relação às médias da era pré industrial não seja superior a 2 ºC, valor acima do qual se prevê que as alterações climáticas assumam proporções catastróficas. Ao ritmo actual de emissões as previsões apontam para um aumento de 4 ºC, o que nos deixa sérias preocupações acerca do futuro. 

A falta de ambição no pacote de medidas aprovadas em Durban, associada à demarcação do Estados Unidos — que arrastaram consigo outros países — e ao fraco empenho da Rússia e do Japão, comprometem o cumprimento do Protocolo de Quioto, que neste momento conta apenas com o compromisso da União Europeia, da Austrália e da Nova Zelândia, sendo que os dois últimos mostram reservas em relação à sua manutenção no futuro. Os resultados desta cimeira poderão ser a machadada final no já moribundo protocolo que nunca foi assinado pelos dois países mais poluidores do mundo — os Estados Unidos e a China — e que o Canadá acabou de rejeitar.

Da Cimeira resultou a formação da Plataforma de Durban para uma Acção Reforçada que deverá criar, até 2015, um grupo de trabalho para elaborar um instrumento com força legal que assegure a diminuição das emissões de forma a manter o aumento da temperatura média abaixo dos 2 ºC. A montanha parece ter parido um rato.

Na versão preliminar do Documento final da Plataforma de Durban para uma Acção Reforçada (Establishment of an Ad Hoc Working Group on the Durban Platform for Enhanced Action - Advance unedited version*) pode ler-se, no primeiro parágrafo, que os países envolvidos na conferência “reconhecem que as alterações climáticas representam uma urgente e potencialmente irreversível ameaça às sociedades e ao planeta e, por isso, requerem uma abordagem urgente de todos os participantes”. O texto prossegue afirmando que os participantes também “reconhecem que a natureza global das alterações climáticas necessita da mais alargada possível cooperação de países, bem como da sua participação numa resposta internacional efetiva e apropriada que tenha como objectivo a aceleração da redução global da emissão de gases potenciadores do efeito estufa”. Contudo, os acordos estabelecidos não fazem justiça às preocupações anunciadas.

Na perspetiva do PAN, o resultado desta cimeira denota a irresponsabilidade dos representantes dos diversos países perante uma situação tão grave e séria como as alterações climáticas que, como em outras situações, mostram mais preocupação em proteger os mercados e as corporações detentoras do poder económico do que o planeta e os cidadãos. Trata-se, no fundo, de uma crise de valores, que conduz a um sério défice democrático mesmo nas sociedades cujos governos foram democraticamente eleitos. É urgente que a temática das alterações climáticas assuma um maior protagonismo no debate da sociedade civil em Portugal, na Europa e no Mundo e que os representantes dos países democráticos traduzam melhor aquela que é a vontade das populações e assumam os compromissos com aqueles que os elegeram.

Este fracasso parcial da Cimeira de Durban leva a que o PAN se sinta ainda mais responsável e empenhado em trazer para o palco do discurso político nacional esta e outras temáticas com respeito ao ambiente. Temáticas estas intimamente relacionadas com as questões da famosa crise financeira que teima em alastrar pela Europa.

Num mundo global e interdependente, que enfrenta problemas tão graves como estes, urge a emergência de um novo paradigma ético e civilizacional que sirva os interesses de pessoas, animais e natureza e não os interesses de uma minoria poderosa. Um paradigma pelo qual o PAN não desistirá de se debater; um paradigma que permita a construção de uma civilização pelo bem de tudo e de todos.

* O documento encontra-se disponível neste endereço:http://www.scribd.com/doc/75365170/Establishment-of-an-Ad-Hoc-Working-Group-on-the-Durban-Platform-for-Enhanced-Action-Advance-unedited-version